Estamos vivendo uma mudança de plataformas e não apenas de mídias! Passamos da plataforma escrita e oral (incluindo rádio e tevê) para a digital. Por isso temos tantas mudanças ao mesmo tempo.
Uma mídia é uma variante que atua em cima da plataforma, que é uma alteração mais profunda, nos códigos-fontes, na base da sociedade, no átomo pelo qual a informação circula, por isso tão poderosa é a mudança.
Uma plataforma é assim um conjunto de códigos (sons, letras, dígitos) que estabelece uma parâmetro de comunicação e informação, construída de forma coletiva, a partir do esforço de toda a sociedade.
As mídias “rodam” em cima dessa plataforma, com os novos potenciais que oferecem.
Assim, não podemos comparar a Internet com o rádio e a tevê, pois a Internet é o lado tangível da nova plataforma digital.
A expressão mais clara, que tem como características o código básico digital (0-1), diferentes das letras da plataforma passada ou dos sons da plataforma oral ainda anterior.
A plataforma cognitiva digital roda sobre um suporte e mineral (silício) diferente do passado que era (vegetal) papel ou nas ondas do ar (voz, rádio e tevê).
Essa mudança é gigantesca, revolucionária, rara e potencialmente transformadora.
Assim, confundir mídia com plataforma, talvez seja um dos principais equívocos que estamos cometendo ao analisar a Internet e suas consequências.
E isso nos leva a essa dificuldade de compreender o fenômeno.
Vide tabela abaixo:

Nessa nova plataforma cognitiva digital, na qual as novas mídias rodam, temos aplicações, vertentes de uso. Exemplos: blogs, Facebook, chats, Twitters etc.
Veja a materia completa em: http://webinsider.uol.com.br/2010/12/31/a-internet-nao-e-uma-midia-e-uma-plataforma/
Carlos Nepomuceno (carlos@nepo.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), diretor da Pontonet, editor do blog Nepo.com.br e também está no Twitter.

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